quinta-feira, 12 de junho de 2008

Doce amiga

Em teu rosto um mundo brilha.
Sinceridade, fortaleza, confiança.
Tua poesia é água pura, cristalina.
Tua metáfora é curativa, é esperança.

Nem tudo está perdido nos caminhos.
Amizade, força e luz, auréola, graça.
Tudo é como um pássaro partindo do seu ninho
para pousar em minha mão e qual uma taça

eu a ascendo ao infinito e sobre as dores
de minha alma sonolenta. E sem temores
nessa treva, tua luz me ensina a ser fiel

àquilo que penso, que sonho, que alimento.
Muito mais forte do que a noite e seus tormentos
teu verso amigo imprime sorrisos no meu céu.


(Arte da minha amada amiga e talentosíssima poeta, Lucia Constantino)

Tanta e total - Felix Ventura

Sequei pelas lembranças
e me fui saudoso de ti... Ave, Célia.


Ando agora caminhos outros.

Sangrei pelos sonhos,
transubstanciando-a... Ave, mulher.

Ave de vôo que não posso alcançar.

Cai de uma árvore
e não previa teu colo.
Revi minha meninice... Ave, poetisa.

Eu... criança a buscar-te.

Cresci num jardim
a voejar-te os versos
e os beijos de beija-flor... Ave, musa.

O colibri espia dali a sua vez.

És em mim, transeunte,
num deserto de estrelas tão crespas
que acendem a madrugada... Ave, Célia.

Ave de beleza tanta e total.


(Arte do querido amigo, grande escritor e poeta Felix Ventura)

Ínclita Poetisa Célia Lima.

Ínclita Poetisa Célia Lima.

Embevecido com as doutas mensagens,
Envolto numa clara manhã,
Impregnado de aromáticos odores,
Eis a bela poesia...
O seu embrenhar-se nas matas...
Nos mostra as belas corredeiras do amanhã...
Ademais,
Se o carisma é dom especial,
O carmim é tinta vermelha que simboliza o desejo
De ler a sua doce, intrigante, ousada e vesperal poesia.
Os seus escritos, ora aparecem sob vestuário cerimonial...
Em outras vezes: de capote e paletó,
Já em algumas advém duma vivenda,
[para que nós possamos habitar!
Se o traquejo e a tarimba a faz uma grande poetisa,
O hesitante, o oscilante o é levado num trenó
[para bem longe dali!!
Igualmente, é do escritor e do poeta saber adentrar no mundo
[da tragicomédia como sinônimo de fazer embarcar os gravames
[para desfazê-los num desfecho feliz!

(Arte do nobre e versátil poeta e advogado, o amigo Osni Silva Junior)

dos dedos de deus - Eder Ribeiro Vogado

pós-pedras poeiras
pelos poros poesias
pós-poemas prosias
palavras peneiradas
carregam consigo
sedentos sonhos sabor
laranja Lima
como carrega Célia
pós-pó, pedra e poesia
pós-poeira, poema e prosias
para polinizar
por palavras
valores verdadeiros
essencialmente emanados
dos dedos de deus


Arte do amado amigo, o criativíssimo poeta Eder Ribeiro Vogado