Ah! manda do céu vir a chuva envolver como luva a menina que canta; chuva que leva o que contamina e que espanta a superficialidade, pra deixar só o que encanta e fascina: a verdade do verso preciso, na medida certa da menina poeta sem juízo...
Ah! manda rios de inspiração pra embalar a canção em que a menina navega, cega às impossibilidades, focalizando a profundidade cristalina da poesia fluvial: "marinheira, marinheira, quem te ensinou um verso tal?", e flutua ligeira a sua canoa, à toa, longe das margens, recolhendo as imagens que só com ousadia tamanha se percebe lá na entranha do rio da poesia...
Ah! manda neves coloridas (são muitos tons de branco!) pra menina brincar: caindo de leve os flocos pelos flancos, cobrindo as esquinas, os barrancos, a vida; pintando tudo de uma preguiça branca; porque se o mundo enguiça e descansa, a pá pequenina do verso dela arranca das neves um poema profundo e breve, uma rima bela e serena (branca? amarela? morena? depende...), e a menina se rende às neves e escreve...
Ah! manda dos versos fluir a torrente incessante que seu traço comovente inspira. Manda a lira devolver o abraço confortante que o poema dela comunica. E se me fica na pena ainda uma gota da chuva, dos rios, das neves, possa minha rota canção enxaguar-lhe o coração, exaltar-lhe a maestria, e, quem sabe, dar-lhe sede de poesia...
Arte do adorado escritor e amigo Engenheiro Italiano, em abril de 2007
sábado, 27 de setembro de 2008
doce fruto de minas
sem mesmo um mar
um mar de amar
desamargar o que virá
por tantos rios ricos
fios de águas líricas
portanto, diversos rios doces
doces rios de minas
doce sabor de lima
minas de saber amar
tanto nas campinas
quanto em outras gerais
menina doce de lima
menina doce de minas
minas de sempre mãe
minas de amar os plurais
mãe de amar aquém
mãe de amar além
como quem ama
seu doce fruto
fruto de lima
doce fruto de minas
Outra arte belíssima do meu querido e surpreendente amigo, meu irmão do coração, Eder Ribeiro Vogado.
um mar de amar
desamargar o que virá
por tantos rios ricos
fios de águas líricas
portanto, diversos rios doces
doces rios de minas
doce sabor de lima
minas de saber amar
tanto nas campinas
quanto em outras gerais
menina doce de lima
menina doce de minas
minas de sempre mãe
minas de amar os plurais
mãe de amar aquém
mãe de amar além
como quem ama
seu doce fruto
fruto de lima
doce fruto de minas
Outra arte belíssima do meu querido e surpreendente amigo, meu irmão do coração, Eder Ribeiro Vogado.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Doce amiga
Em teu rosto um mundo brilha.
Sinceridade, fortaleza, confiança.
Tua poesia é água pura, cristalina.
Tua metáfora é curativa, é esperança.
Nem tudo está perdido nos caminhos.
Amizade, força e luz, auréola, graça.
Tudo é como um pássaro partindo do seu ninho
para pousar em minha mão e qual uma taça
eu a ascendo ao infinito e sobre as dores
de minha alma sonolenta. E sem temores
nessa treva, tua luz me ensina a ser fiel
àquilo que penso, que sonho, que alimento.
Muito mais forte do que a noite e seus tormentos
teu verso amigo imprime sorrisos no meu céu.
(Arte da minha amada amiga e talentosíssima poeta, Lucia Constantino)
Sinceridade, fortaleza, confiança.
Tua poesia é água pura, cristalina.
Tua metáfora é curativa, é esperança.
Nem tudo está perdido nos caminhos.
Amizade, força e luz, auréola, graça.
Tudo é como um pássaro partindo do seu ninho
para pousar em minha mão e qual uma taça
eu a ascendo ao infinito e sobre as dores
de minha alma sonolenta. E sem temores
nessa treva, tua luz me ensina a ser fiel
àquilo que penso, que sonho, que alimento.
Muito mais forte do que a noite e seus tormentos
teu verso amigo imprime sorrisos no meu céu.
(Arte da minha amada amiga e talentosíssima poeta, Lucia Constantino)
Tanta e total - Felix Ventura
Sequei pelas lembranças
e me fui saudoso de ti... Ave, Célia.
Ando agora caminhos outros.
Sangrei pelos sonhos,
transubstanciando-a... Ave, mulher.
Ave de vôo que não posso alcançar.
Cai de uma árvore
e não previa teu colo.
Revi minha meninice... Ave, poetisa.
Eu... criança a buscar-te.
Cresci num jardim
a voejar-te os versos
e os beijos de beija-flor... Ave, musa.
O colibri espia dali a sua vez.
És em mim, transeunte,
num deserto de estrelas tão crespas
que acendem a madrugada... Ave, Célia.
Ave de beleza tanta e total.
(Arte do querido amigo, grande escritor e poeta Felix Ventura)
e me fui saudoso de ti... Ave, Célia.
Ando agora caminhos outros.
Sangrei pelos sonhos,
transubstanciando-a... Ave, mulher.
Ave de vôo que não posso alcançar.
Cai de uma árvore
e não previa teu colo.
Revi minha meninice... Ave, poetisa.
Eu... criança a buscar-te.
Cresci num jardim
a voejar-te os versos
e os beijos de beija-flor... Ave, musa.
O colibri espia dali a sua vez.
És em mim, transeunte,
num deserto de estrelas tão crespas
que acendem a madrugada... Ave, Célia.
Ave de beleza tanta e total.
(Arte do querido amigo, grande escritor e poeta Felix Ventura)
Ínclita Poetisa Célia Lima.
Ínclita Poetisa Célia Lima.
Embevecido com as doutas mensagens,
Envolto numa clara manhã,
Impregnado de aromáticos odores,
Eis a bela poesia...
O seu embrenhar-se nas matas...
Nos mostra as belas corredeiras do amanhã...
Ademais,
Se o carisma é dom especial,
O carmim é tinta vermelha que simboliza o desejo
De ler a sua doce, intrigante, ousada e vesperal poesia.
Os seus escritos, ora aparecem sob vestuário cerimonial...
Em outras vezes: de capote e paletó,
Já em algumas advém duma vivenda,
[para que nós possamos habitar!
Se o traquejo e a tarimba a faz uma grande poetisa,
O hesitante, o oscilante o é levado num trenó
[para bem longe dali!!
Igualmente, é do escritor e do poeta saber adentrar no mundo
[da tragicomédia como sinônimo de fazer embarcar os gravames
[para desfazê-los num desfecho feliz!
(Arte do nobre e versátil poeta e advogado, o amigo Osni Silva Junior)
Embevecido com as doutas mensagens,
Envolto numa clara manhã,
Impregnado de aromáticos odores,
Eis a bela poesia...
O seu embrenhar-se nas matas...
Nos mostra as belas corredeiras do amanhã...
Ademais,
Se o carisma é dom especial,
O carmim é tinta vermelha que simboliza o desejo
De ler a sua doce, intrigante, ousada e vesperal poesia.
Os seus escritos, ora aparecem sob vestuário cerimonial...
Em outras vezes: de capote e paletó,
Já em algumas advém duma vivenda,
[para que nós possamos habitar!
Se o traquejo e a tarimba a faz uma grande poetisa,
O hesitante, o oscilante o é levado num trenó
[para bem longe dali!!
Igualmente, é do escritor e do poeta saber adentrar no mundo
[da tragicomédia como sinônimo de fazer embarcar os gravames
[para desfazê-los num desfecho feliz!
(Arte do nobre e versátil poeta e advogado, o amigo Osni Silva Junior)
dos dedos de deus - Eder Ribeiro Vogado
pós-pedras poeiras
pelos poros poesias
pós-poemas prosias
palavras peneiradas
carregam consigo
sedentos sonhos sabor
laranja Lima
como carrega Célia
pós-pó, pedra e poesia
pós-poeira, poema e prosias
para polinizar
por palavras
valores verdadeiros
essencialmente emanados
dos dedos de deus
Arte do amado amigo, o criativíssimo poeta Eder Ribeiro Vogado
pelos poros poesias
pós-poemas prosias
palavras peneiradas
carregam consigo
sedentos sonhos sabor
laranja Lima
como carrega Célia
pós-pó, pedra e poesia
pós-poeira, poema e prosias
para polinizar
por palavras
valores verdadeiros
essencialmente emanados
dos dedos de deus
Arte do amado amigo, o criativíssimo poeta Eder Ribeiro Vogado
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